Pular para o conteúdo principal














ESTUDO SOBRE RUTE




O livro de Rute e sua relação com a história de Israel e do Antigo Oriente Médio



DATA


(1) O acontecimento narrado: O livro de Rute narra uma história do tempo dos juízes, antes de se instalar a monarquia em Israel. Essa história era tão querida e tão importante para a formação do povo bíblico que ela foi guardada e transmitida, oralmente, por vários séculos, até se tornar um documento escrito e incluído no livro sagrado de Israel.


(2) A editoração da história: A publicação escrita do livro de Rute deu-se após o período de Esdras. É sabido que nesse período, Esdras editou a Tora, o ensino divino (o Pentateuco) e deu muita ênfase ao cumprimento de suas palavras. Todavia, o povo procurava cumprir as formalidades externas da lei, sem procurar relacioná-la à vida humana e suas carências básicas, a saber, o amor, a bondade, a compaixão. Foi nesse momento que o povo crente fez uso da história de Rute, para mostrar às pessoas que o amor é mais importante que a letra da lei.


(3) A canonização como texto sagrado: Foi no período pós-exílico que o povo fiel decidiu a separar e tratar essa história como uma "palavra inspirada de Deus". O critério de escolha dos livros sagrados, por parte da comunidade de crentes, baseou-se na inspiração divina, e nunca na beleza estética e literária da composição.


LUGAR

A história, contada pelo livro de Rute, transcorre em dois lugares: as regiões montanhosas de Moabe (na Transjordânia) e de Belém (em Judá). Alguns detalhes dessa história são valiosas para a reflexão:

1. Rute e Orfa eram moabitas, isto é, estrangeiras, enquanto que Noemi, Elimeque e os filhos Malom e Quilion eram israelitas.

2. Tanto em Moabe como Belém não possuíam templo, rei e sacerdote. Isso é uma prova que a história de Rute é do tempo dos juízes (1200-1030 a.C.).

3. O livro mostra que a vida não estava fácil para a população de Judá. Havia fome entre as famílias que viviam na periferia dos centros de produção agrícola (Rt 1.1). Apesar das dificuldades, a família de Noemi - Elimeque (esposo), Malom e Quiliom (filhos) - não perderam a fé e a esperança em Javé.

4. Belém é uma cidade situada sobre as montanhas a dez quilômetros de Jerusalém, ao sul do território de Canaã (mais tarde denominada Terra de Israel). Belém é uma cidade importante para a história bíblica. É terra natal de Davi e de Jesus, e onde Gn 35.16-20 menciona estar o túmulo de Raquel. Quanto à Moabe, trata-se de uma região montanhosa localizada ao leste do Mar Morto, por onde Moisés passou antes de atingir o Monte Nebo e entrar em Canaã. O povo de Moabe era aparentado com os israelitas, mas sempre considerados estrangeiros.

Questões para pensar:

1. Por que o cenário da história de Rute e Noemi é tão negativo: fome, semi-deserto, morte e amargura? Será que a periferia é dos espaços preferidos para Deus agir? Será que a periferia é um dos cenários preferidos da Bíblia para fazer nascer a esperança?

2. Pensar que o povo de Israel nasceu no deserto, isto é, na periferia da terra de Canaã; Pensar que Jesus nasceu na estrebaria, isto é, periferia da cidade de Belém, e que o ministério de Jesus também teve início no deserto, periferia de Judá.

3. Apesar das dificuldades próprias da vida na periferia, a Bíblia quer valorizar e aprofundar o sentido da vida em família.


MOTIVOS ESTÉTICOS

O seu livro foi escrito numa forma de novela, certamente, para atrair mais a atenção dos ouvintes e leitores. Esteticamente é uma leitura agradável e prazerosa. A história possui um enredo principal (a trajetória da moabita Rute até se tornar parte da genealogia de Davi e Jesus). Todavia, a história não dispensa os elementos secundários, pois eles ajudam a compor o belo e charmoso conjunto literário. Por ser uma narrativa perfeita, muitos novelistas, teatrólogos e produtores de cinema tomaram e projetaram a história de Rute como tema.

Também não passava, pela cabeça do povo bíblico, tomar as pequenas histórias, como a de Rute, com a intenção de entretenimento e lazer. Parodiando o profeta Jeremias, o povo não cavava poço onde não havia água (Jr 2.13).

**Observação: ** o autor ou autora não se preocupou, basicamente, com a beleza literária de seu livro.


MOTIVOS HISTÓRICOS


Os historiadores modernos não levam a sério a veracidade dessa história. Todavia, é preciso levar em conta alguns detalhes importantes para o estudo do livro:

Primeiro, os historiadores modernos descrevem a história através do critério da factualidade, isto é, do ocorrido, do fato acontecido.

Segundo, o povo bíblico tinha um outro jeito de descrever um fato histórico. A Bíblia conta a história através de

Novelas (como o livro de Rute),
Fábula (como a de Joatão, Jz 9.7-15),
Contos (como o de José, em Gn 37-47).
Saga heróica (como a de Moisés, narrada pelos livros Êxodo e Deuteronômio).

Terceiro, os historiadores e historiadoras da Bíblia mostram uma forma alternativa de narrar a história: eles/as contam a história priorizando a mão de Deus, intervindo nos acontecimentos. O ceticismo, às vezes, e o constante interesse pela análise científica dos fatos acontecidos, colaboram para que os/as historiadores/as modernos/as optem por este critério.

**Observação: ** A Bíblia não está preocupada em apresentar provas da historicidade dos testemunhos contados por seu povo.


MOTIVOS PEDAGÓGICOS

O livro conta uma história ocorrida no período dos juízes, isto é, entre 1200 e 1030 anos antes de Cristo, aproximadamente. Certamente, a situação do povo bíblico era de desobediência, pois o livro mostra que a disciplina da comunidade estava fraca: a "lei do levirato" (ler Dt 25.5-10 e Gn 38) - que obrigava um irmão, ou parente mais próximo, a casar-se com a viúva do irmão ou parente falecido - não estava sendo aplicada. Por que razão o povo fez uso dessa história?

Primeiro. Algo errado estava ocorrendo na comunidade do povo bíblico, e quando isso ocorria, as pessoas lançavam mão de fórmulas de solução:

1. Recorriam às formulações legais. Nesse caso, eles liam e analisavam a instrução divina (Dt 25.5-10). É bom lembrar que o ensino divino por excelência está basicamente nos cinco livros, o Pentateuco. O Salmo 19 afirma que o ensino do Senhor é perfeito e restaura a vida (Sl 19. 7-10).

2. Lançavam mão de histórias pessoais ou testemunhos de pessoas que foram guardados na memória do povo como exemplo de solução para esses problemas particulares. Assim, as histórias de Judá e Tamar (Gn 38) e Rute ajudavam a corrigir as pessoas infratoras.

3. Tudo faz crer que as formulações de leis, como Dt 25.5-10, não eram simpáticas ao povo, mas as histórias, contendo exemplos de vida, eram mais usadas e assimiladas pela população. Daí, a importância do livro de Rute.

4. A prática de recorrer às pequenas histórias do povo é comum ao povo bíblico. A finalidade dessa prática era, e continua sendo a busca de informações, pistas e soluções para enfrentar os problemas do dia-a-dia. A prática de recorrer as histórias do passado foi comum nos período de grande tribulação e dificuldade. Muitas eram as finalidades:

* para revigorar e alentar a fé do povo crente e oprimido,
* para saber como o povo do passado enfrentava os desafios,
* para iluminar o presente e projetar o futuro.

Essa prática tornou-se comum nos séculos que se seguiram ao exílio babilônico (550 a 300 anos antes de Cristo). Daí, surgiu um novo método de estudo da Bíblia, chamado "Midraxe", uma palavra hebraica que tem sua raiz no verbo "buscar".

Por exemplo, durante o cativeiro na Babilônia, um profeta do Senhor leu e reinterpretou a história do êxodo do Egito (Isaías 40.1-55.13). Enfrentando o exílio, o profeta levou o povo a saber como Deus salvou os irmãos e irmãs do passado, nas mesmas condições.

Questões para pensar:

1. Por que a história de Rute levou tanto tempo para ser escrita? Será que o povo que guardou e transmitiu a história de Rute e Noemi era analfabeto? No período 1000, antes de Cristo, o papiro ainda não era usado? Para que finalidade a história de Rute e Noemi foi usada: para o entretenimento das famílias e do povo? Para o prazer de uma boa leitura? Para a busca de informações sobre a vida e cultura do povo israelita no período anterior à monarquia? Como uma história significativa e instrutiva para o povo? Como um constante testemunho para as gerações do presente e do futuro?

2. Por que não guardamos e transmitimos o testemunho de mulheres e homens de nossa igreja local?


O livro de Rute conduz muitas lições que o povo soube captar e usar nos momentos oportunos


LIÇÕES QUE O LIVRO DE RUTE NOS TRAZ


(1) Dos nomes

Tudo tem sentido na história de Rute. As/os personagens desta história têm nomes cujos significados ajudam a revelar a função de cada pessoa dentro dessa inteligente e inspirada novela. Tal como o sábio disse: "A glória de Deus é encobrir as coisas" (Pr 25.2), assim é o livro de Rute que não oferece tudo pronto para os seus leitores ou suas leitoras. Assim é o nome das/os personagens do livro: eles podem ajudar a entender a mensagem dessa história.

*Elimeleque (marido de Noemi) significa meu Deus é rei;
*Noemi (esposa de Elimeleque) significa minha alegria, meu prazer;
*Mara (outro nome de Noemi, Rt 1.20) significa amarga;
*Maalon (filho de Noemi e Elimeleque) significa doença;
*Quelion (filho de Noemi e Elimeleque) significa fragilidade;
*Orfa (nora de Noemi e Elimeleque) significa costas, nuca;
*Rute (nora de Noemi e Elimeleque) significa amiga, companheira;
*Boaz (parente de Noemi) significa pela força;
*Obede (filho de Rute e Boaz) significa servo.

A partir dos nomes é possível interpretar a história de Rute: É possível, através do significado de cada nome, traçar o roteiro da história de Rute, bem como perceber a sua intenção. Assim, o rei não existe no período dos juízes, mas Deus é o governo supremo (Elimeleque). Maalon e Quelion são israelitas, mas por suas fraquezas e enfermidades morrem para dar lugar a Obed, o novo homem, sem as características reais, mas as de servo. A nova geração de povo de Deus terá a força de Boaz e o companheirismo amável de Rute. O futuro da comunidade chamada por Deus está, assim, marcado pela amizade de Rute, a alegria de Noemi, pela força de Boaz e a conduta de servo Obede. Quanto à Orfa, ela virou as costas e se perdeu o trem da história da salvação que seguirá em frente, chegando a Jesus. É a linha de esplendor sem fim.

(2) A valorização dos compromissos familiares.

A solidariedade na família não está funcionando. Este é o recado do livro de Rute. Quando os compromissos entre os membros da família andam frouxos, lê-se a história de Rute. Por quê?

(a) A lei do levirato. A história de Rute é para ser lida junto a Deuteronômio 25.5-10 e Gênesis 38.1-30. Todos estes três textos estimulam o povo bíblico a levar a sério a instituição da família. O texto de Deuteronômio 25.5-10 legisla sobre o assunto. As histórias e Judá e Tamar (Gênesis 38) e de Rute mostram duas aplicações dessa lei para servir como exemplo para o povo. Para que não haja órfãos (meninos/as de rua) e viúvas desprotegidas na sociedade israelita, a instrução divina é para que, em caso de morte do marido, o irmão mais velho assumisse a condição de protetor da casa enlutada, tomando a viúva e os filhos ou as filhas órfãos. A finalidade dessa lei era evitar que houvesse viúvas e crianças sem lar.

(b) A aplicação da lei do Levirato. No período da reconstrução do povo bíblico, após o desastre das perdas da terra e do rei, e a destruição de Jerusalém, o povo começou a buscar com mais intensidade as instruções divinas, através das leis e dos testemunhos históricos. Na verdade, a liderança queria reconstruir a nação com as práticas mais saudáveis do passado. O povo sabia que reforçando os compromissos familiares, ele estava profetizando um futuro feliz para a nação.


(3) A valorização da pessoa e não da raça.

O livro de Rute foi guardado e transmitido por grupo de pessoas que estavam convictas que Javé é o Senhor do universo, e não somente do restrito grupo de judeus. Por isso, o livro de Jonas e a história de Rute têm a mesma intenção, a saber, o compromisso de Deus é com as pessoas e não simplesmente com a raça dos judeus. Este ponto foi muito bem entendido e proclamado por Jesus, particularmente, Paulo (ler e reflexionar sobre o conflito entre Paulo e Pedro sobre este assunto).


(4) A lei deve estar a serviço da vida.

A história de Rute é uma formidável afirmação de que a lei deve ser tomada e aplicada para trazer e criar o bem-estar na comunidade. Aqui, a lei entra na história de maneira sutil e escondida para prestar serviço a uma pessoa que se achava angustiada. É interessante observar que a Bíblia fala muito em disciplina (lei), justiça e direito. Especialmente, o Antigo Testamento dá muito espaço para as normas e disciplinas na comunidade, todavia as leis deveriam ser aplicadas, preferencialmente, quando a justiça for acompanhada de bondade, amor, compaixão, fidelidade, lealdade e paz (ler e reflexionar sobre o Salmo 85).


(5) A lealdade entre Noemi e Rute anuncia a graça e a salvação.

O livro de Rute quer resgatar e aplicar esse valor na sociedade israelita. Trata-se de uma lealdade que supera todos os preconceitos e anuncia o novo tempo da graça (ler e meditar sobre as palavras de Rute para Noemi, em Rt 1.16-17).


(6) A esperança nasce em Belém.

É interessante observar que a Bíblia liga a esperança a lugares e pessoas simples e humildes. A cidade de Belém fica na periferia da Canaã e a família de Noemi, sofrendo os horrores da seca e fome, foi obrigada a migrar para uma terra distante e estranha. Com isso, a história de Rute quer mostrar que a esperança acontece quando há seriedade e fidelidade no Senhor. Noemi, Rute e Boaz são sinônimos de fidelidade.


(7) O menino Obede é mais do que um homem: é o nascer do novo mundo.

O rei morreu; a fraqueza e a enfermidade continuam ameaçando; o virar as costas para a salvação é uma realidade entre o povo; a fome e a busca de um teto para morar e lugar para ganhar o pão de cada dia continua incomodando. Apesar de todos esses impedimentos que a vida expõe diante das pessoas, é possível reconhecer que Deus está agindo no mundo, através do servo de Deus.

Estudo produzido pelo prof. Tércio Machado Siqueira, professor da Universidade Metodista de SãoPaulo.

Comentários

  1. Paz, Querido. Estou seguindo o vosso blog. Deus te abençoe.

    Visite meu blog também. Avivamento pela Palavra é um blog voltado aos amantes da Bíblia sagrada como Verdade Absoluta e que só através Dela seremos mais crentes e mais cheios do Espirito Santo.

    http://www.alexandrepitante.blogspot.com/

    Siga-nos também.

    Fica com Deus.
    Um abraço, Alexandre Pitante.

    ResponderExcluir
  2. Deuziana Maria da Silva canto12 de agosto de 2010 às 22:12

    Quem dera que ainda existissem noras como Rute

    ResponderExcluir
  3. HOJE ESTAVA ESTUDANDO ESTE TEXTO COM MEU MARIDO, E SUA ANALIZE NOS AJUDOU MUITO. DEUS O ABENÇÕE HOJE E SEMPRE. A PÁZ DE JESUS!

    ResponderExcluir
  4. a história de Ruthe é um grande apredizado

    ResponderExcluir
  5. A história de Rute nos ensina a amar nossos irmãos

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

“... Não te deixarei ir se não me abençoares...” (Gênesis 32: 26, 28)

“... Não te deixarei ir se não me abençoares...” (Gênesis 32: 26, 28) Creia, espere, confie, aguarde, clame, chore, busque a Deus, mas não desista da sua benção, Jacó segurou o Anjo, lutou com o Anjo, foi ferido, não desistiu enquanto não recebeu a benção de se tornar no Israel de Deus, pois lutou este como príncipe, lutou com Deus e com os homens e prevaleceu. (Vs: 28). O verdadeiro herói, nem sempre é aquele que vence todas as guerras, mas o que diante da derrota de uma batalha, se levanta sacode o pó e vence a guerra. Você é um(a) CAMPEÃ(O) um(a) VALENTE de Deus, assim como foram Davi, Daniel, João Batista, os apóstolos, os reformadores e milhões de crentes por toda a história, sabiam que poderiam ter a mesma sorte que o Filho de Deus. Sabiam que poderiam vencer o mundo, “Esta é a vitória que vence o mundo a nossa fé” (I João 5:4). Toda a luta se resume numa resposta em II Cor.5:14 – “O amor de Cristo nos constrange...”. Tome posse de sua benção, Deus está querendo homens constrangi...

GRANDE É A BONDADE DO SENHOR

Provai e vede que o Senhor é bom! “Bem-aventurado o homem que nele se refugia” (Sl 34.8). Por maior que seja a guerra, o Senhor garante a vitória. O rei Davi era um homem experimentado nas batalhas, porém, reconhecia que a sua força e capacidade estavam somente em Deus. Ele afirmou: “Ainda que um exército se acampe contra mim, o meu coração não temerá; ainda que a guerra se levante contra mim, conservarei a minha confiança” (Sl 27.3). O mesmo Deus que Davi invocava está vivo e operando em meio às nossas lutas cotidianas. Pela fé, declare: “Creio que hei de ver a bondade do Senhor na terra dos viventes” (Sl 27.13). Sua bondade vai além da nossa capacidade de compreensão. Houve um dia em que Moisés pediu ao Senhor: “Mostra-me a tua glória”. Ele sabia que a glória do Senhor era mais do que o Seu resplendor e majestade. Ele queria conhecer a Sua essência divina e clamava pela zoe divina (zoe significa vida na língua grega). E a resposta de Deus foi maravilhosa: “Eu farei passar toda a minh...

Tenham bom Ânimo!

" Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo. " (Jo 16:33) Sempre que enfrento alguma dificuldade ou problema acabo tendo que lembrar desta passagem. A impressão que tenho quando estou enfrentando alguma aflição é que a reação “natural” muitas vezes é desanimar, ainda mais quando a notícia é ruim ou ainda é algo que eu não imaginava ou gostaria que acontecesse.  Esse texto fala de um momento em que Jesus ensinava sobre o que aconteceria, sobre como Ele não mais estaria no meio dos discípulos, sobre como Ele “desapareceria” e  as lutas e tristezas que isso causaria. Ao mesmo tempo, Ele ensina que essa situação iria mudar, que eles se reuniriam novamente e que, no final,  se alegrariam muito e, assim como os discípulos, todos nós viveremos plenamente com Ele!  Vemos que Jesus, sabendo como somos, já se antecipa e nos alerta para que tenhamos paz, bom ânimo e perseverança, ...